segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O Mundo de Aisha - Ugo Bertotti - Nemo - 2015

Resenha abaixo não contem spoilers.
(Leiam os 'P.S.' São importantes)

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O quanto conhecemos as religiões fora do nosso meio? Podemos criticar aquilo que não conhecemos? Interferir na cultura do outro, mesmo você achando que está ajudando, vale a pena? E as Consequências? Isso que Ugo Bertotti mostra para agente entre relatos de fotos, desenhos de fotos e relatos das próprias pessoas! Vem comigo nessa breve resenha!

Sinopse: Obrigadas a se casarem ainda meninas. Escravizadas, violentadas, por vezes assassinadas. Cobertas com o véu negro – o niqab – as mulheres do Iêmen parecem fantasmas. Contudo, pouco a pouco, com delicadeza, coragem e determinação, elas travam uma batalha corajosa por sua emancipação. Uma revolução silenciosa está em marcha para fazer valer seus direitos e sua liberdade. Aisha, Sabiha, Hamedda, Houssen e tantas outras: aqui estão algumas de suas histórias. Uma extraordinária reportagem em quadrinhos de Ugo Bertotti inspirada pelas imagens e pelas entrevistas da fotojornalista Agnes Montanari..

P.S.: Vou ser sincero! Não conheço o cenário de HQ tanto nacional  como estrangeiro(produtores, roteiristas, desenhistas, editores...) pois comecei a leitura realmente (ler como um conhecimento e não somente diversão) esse ano, ENTÃO me perdoa se eu deixar de falar dos envolvidos diretos e indiretos nas HQ(s) que eu resenhar aqui.

Acompanhamos 3 histórias diferentes, tendo 3 perspectivas a respeito da religião muçulmana e onde essas mesmas mulheres habitam. As histórias são de Sabiha, Hamedda e  ultima história contendo 5 mulheres Aisha (título do livro), Houssen, Ghada, Ouda, Fatin.

A história de  de Sabiha nos mostra uma criança, mora bno Iemen, criada para ser esposa ao 13 anos de um marido cruel que a vê simplesmente como objeto e aos 18 anos tem 3 filhos, o que é a média do local onde vivem. A única coisa que ela queria era viver sem o véu e com final que nos corta o coração, mas que infelizmente acontece aos montes nos países do oriente médio.

A história de  de Hamedda é um pouco diferente da de Sabiha, onde deste de jovem casou com um marido que a apoiou em ela ter seu próprio negócio (restaurante) em períodos de guerra. Porém, ela teve consequências diversas pois na rua as pessoas não aceitavam essa 'liberdade' de Hamedda e foi chamada de mais variados nomes, dentre os quais de vagabunda, e mesmo assim continuou cuidado da casa, dos filhos, e do restaurante. O final da história é esperado mas de qualquer forma tranquilizador.

A ultima história das mulheres Aisha (título do livro), Houssen, Ghada, Ouda, Fatin conta a história em que todas elas de alguma forma tiveram a oportunidade de escolher em parte seus destinos. Escolha do marido, da profissão ou de vida. Com alguns percalços no meio do caminho como acontece com todas nessa situação.

Um belo livro para entender qual o sentimento,e as situações das mulheres no Iêmen, onda a cultura, religião e povo são completamente diferentes de nós ocidentais.


Obs.: Prefiro não notificar o livro, pois eu não tenho a capacidade de enumerar de 0 a 10 o quão ele pode ser ruim ou não. Prefiro deixar você descobrir. E se por ventura houver erro de português, não deixa de me avisar, sou humano e vou errar! (Essa observação irá em todas as resenhas)
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Sobre Higor e Juliana: Casal geek, cinéfilos, leitores compulsivos. Amantes de um bom seriado e perdidamente apaixonados pelo mundo da literatura.