sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Indesejadas - Kristina Ohlsson - Vestígio - 2014


Resenha abaixo não contem spoilers.

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Um sequestro que deveria ser simples, uma civil em uma investigação que deveria ser rápida, e acontecimentos que ao longo do livro vão surpreender você. Não sei o que mais gostei do livro, um tipo de escrita diferente, mas ao mesmo tempo com bases bem conhecidas, ou uma personagem que tem muito para dar, mas ao mesmo tempo é tão falha em meio a um mundo masculino. Vem desvendar essa investigação comigo.

Suécia, meados de um verão chuvoso. O inspetor Alex Recht e sua equipe, auxiliada pela analista criminal Fredrika Bergman, começam a investigar o que parece ser um caso clássico de disputa familiar pela guarda de uma criança. No entanto, quando a menina é encontrada morta no extremo norte da Suécia, com a palavra “indesejada” escrita na testa, o caso se transforma rapidamente no pior pesadelo da equipe de investigadores.. 

Antes de tudo preciso comentar que os romances policiais da Vestígio tem uma característica única, são fora do amplo mercado Norte Americano e Londrino de grandes autores com seus Trillers de arrancar alma (oi?!), e nos trás livros que são excepcionais, com escritas diferentes do convencional e que nem sempre agradaram o grande público, mas fica aqui meu parabéns para editora por dar essa chance de conhecer novos autores, que nem sempre temos vontade, ou disponibilidade (do mercado editorial) de nos trazer esse livros, por medo de vendagem, ou de recepção de público.

Frederika é aquele tipo de detetive que não vemos de forma comum, na Suécia existe pessoas que estudam em faculdade, nos prazos dos cursos, para serem detetives e dessa forma não policiais 100% por não terem 'aptidão' de rua. Com isso vemos a insegurança dela, que tem seu passado até triste por não poder realizar um sonho, perante aos policiais nessa investigação, pois tanto eles não respeitam o conhecimentos e 'instintos' dela, quanto ela não se sente 100% apta para esse tipo de investigação e o que vemos é o contrário, ao longo da história.

Por uma literatura sueca, sentimos a leitura lenta, com informações ao longo de cada parágrafo e que para alguns se torna um livro chato, mas para mim foi o completo contrário, pois ele trás também elementos super conhecidos em grandes obras de Trillers, o que torna a obra de certa forma mais leve.

"Frederika teve essa mesma sensação de quanto assistia a um filme de suspense policial e sentia em todos os seus poros a trama estava quase solucionada, mas continuava se ter noção de como ia terminar."

Juro que já sabia deste o começo que aquilo apresentado no começo não era o mesmo que iria terminar, mas também não esperava por aquele final que me fez ficar apreensivo, até as ultimas páginas para me tranquilizar.

Enredo que do início ao fim, não vi furos, mas que deu a possibilidade de uma continuação com a mesma autora, e que foi confirmando esse mês pela editora Vestígio, o livro Silenciadas, que em breve farei também a resenha dele aqui no blog.

Por isso, eu que sempre tive alguns preconceitos literários, venho cortando eles pela raiz, como não só ler obras fora do mercado tradicional, como também obras que antes nunca tinha imaginado ler, e essa entre para o Rol de obras que me surpreendeu, seja pela autora, seja pela escrita, ou seja pelos personagens que são tão humanos como nós.

Por isso faça que nem eu, dê uma chance de mudar não só seu conceito mas sua atitude em literatura.

"...tão difícil suportar a desgraça quanto o era caminhar sobre uma fina camada de gelo que se forma durante a noite. Num momento parece que está tudo bem, que sabemos onde estamos pisando, mas no outro o gelo cede e afundamentos  na mais insondável escuridão."

Obs.: Prefiro não notificar o livro, pois eu não tenho a capacidade de enumerar de 0 a 10 o quão ele pode ser ruim ou não. Prefiro deixar você descobrir. E se por ventura houver erro de português, não deixa de me avisar, sou humano e vou errar! (Essa observação irá em todas as resenhas)
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