terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Pilulas Azuis - Frederik Peeters - Nemo - 2015

Resenha abaixo não contem spoilers.
(Leiam os 'P.S.' São importantes)

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AIDS, Sexo, Romance, Coragem, Preconceito e sociedade. Como juntar tudo isso em uma equação só? Já que é predominante vemos atos de preconceito, quando a sociedade informa que 'não há' esse sentimento e sabemos que é tudo abafado. Com esses questionamento vemos com Frederik em Pílulas Azuis. Vem comigo nessa entender esse linda e surpreendente HQ.

Sinopse: Nesta narrativa gráfica pessoal e de rara pureza, por meio de um roteiro simples e de temas universais (o amor, a morte), Frederik Peeters conta sobre seu encontro e sua história com Cati, envolvendo o vírus ignóbil que entra em cena e muda tudo, e todas as emoções contraditórias que ele tem de aprender a gerenciar: amor, raiva, compaixão. “Pílulas azuis” nos permite acompanhar, sem nenhum vestígio de sentimentalismo, através de um prisma raramente (senão nunca) abordado, o cotidiano de uma relação cingida pelo HIV, sem deixar de lançar algumas verdades duras e surpreendentes sobre o assunto. Apesar da seriedade do tema, Pílulas azuis é uma obra cheia de leveza e humor. Não é à toa que é considerada por muitos a obra-prima de Frederik Peeters. Uma das mais belas histórias de amor já publicadas.

P.S.: Vou ser sincero! Não conheço o cenário de HQ tanto nacional  como estrangeiro(produtores, roteiristas, desenhistas, editores...) pois comecei a leitura realmente (ler como um conhecimento e não somente diversão) esse ano, ENTÃO me perdoa se eu deixar de falar dos envolvidos diretos e indiretos nas HQ(s) que eu resenhar aqui.

Fui ler por recomendação de amigo que unicamente disse "É ótima.". Viram que nem perguntei porque né?! Dito e feito, alguns dias depois lá está eu lendo essa hq e não consigo mais largar. Quando apareceu a primeira frase com a palavra AIDS já fiquei recuado pensando que seria livro de morte.

Mas é exatamente o contrário do que pensei! Livro fala da vida com a companhia constante de uma morte que lhe assombra. Fala dos Altos e baixos das pessoas que convivem com essa doença e aquelas que o cercam. Em minha opinião o autor teve bastante coragem, não somente em escrever a hq tão mais realista impossível, como em participar ativamente na vida de uma pessoa que tem o Soro Positivo.

O livro vai enveredando por caminhos que eu se quer conhecia, como que em estagio inicial e diagnosticado é possível reverter a doença, que depois de um tempo o vírus ele se retrai a tão ponto que o vírus não é mais transmitido com tanta facilidade como antes e que as pessoas podem conviver apenas tomando 3 pílulas diárias.

Infelizmente é que entramos na parte chata, que a sociedade ainda guarda rancores e preconceitos que duram anos ou até seculos e para retirar isso é praticamente impossível a curto prazo. Como Albert Einstein falava "Triste nesse tempo que é mais fácil dividir um átomo, que quebrar um preconceito" (E olha que dividir átomo causa uma bomba nuclear... #simplificando).

Com final surpreendente, com entrevista aos personagens e a um personagem bônus (que não posso falar se não estraga completamente) lhe deixa com uma sensação estranha como de acordo (aparece na HQ) com Oscar Wilde "Posso me compadecer de tudo, exceto do sofrimento. Se houvesse menos compaixão no mundo, haveria menos problemas."

"...Justamente porque ele é bem pequeninho! As Pessoas muitas vezes tem medo do que é muito pequeno ou invisível... têm a impressão de que aquilo pode lhes fazer mal..."

"A Principal função da arte é construir tipos sobre a base da ciência" (Auguste Comte)

Obs.: Prefiro não notificar o livro, pois eu não tenho a capacidade de enumerar de 0 a 10 o quão ele pode ser ruim ou não. Prefiro deixar você descobrir. E se por ventura houver erro de português, não deixa de me avisar, sou humano e vou errar! (Essa observação irá em todas as resenhas)
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Sobre Nós

Sobre Higor e Juliana: Casal geek, cinéfilos, leitores compulsivos. Amantes de um bom seriado e perdidamente apaixonados pelo mundo da literatura.