quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Sherlock Holmes No Japão - Vasudev Murthy - Vestigo - 2015

Resenha abaixo não contem spoilers.
(Leiam os 'P.S.' São importantes)

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Após a morte de Sherlock Holmes, poucos se aventuram a escrever o que pode ter acontecido. Nesse tempo sombrio o Vasudev foi um dos a se aventurar em descrever um pouco dessa época. Após acontecimentos na Suiça com seu Arqui-Rival Moriati vemos Sherlock Holmes entrar numa conspiração sem prescedentes da Yakusa contra o Japão se espalhar pelo mundo. Com uma narrativa que beira a mesma do Clássico Arthur C. Doyle, temos um excelente livro para fãs, e não fãs de Sherlock.

1893: O Rei Kamehameha III, do Havaí, declara o Dia da Restauração da Soberania. A tensão entre China e Japão cresce por causa da Coreia... A fome se agrava em Bengala... Um sacerdote sênior no Templo Kinkaku-ji é encontrado morto em circunstâncias misteriosas... O Dr. John H. Watson recebe uma estranha carta de seu amigo, supostamente morto, e parte para Tóquio. No navio, seu calmo e distinto colega de cabine é assassinado a apenas uma porta de distância. Ao mesmo tempo, nas casas de ópio de Xangai e nos becos de Tóquio, homens sinistros fazem planos malignos. E o Professor Moriarty observa o mundo, elaborando um mapa para a dominação mundial. Apenas um homem pode confrontar o diabólico professor. Apenas um homem pode salvar o mundo. E esse homem sobreviveu às Cataratas de Reichenbach! Sherlock Holmes no Japão segue a tradição de muitos livros que tentam preencher uma lacuna da cronologia oficial de Holmes, após Reichenbach e antes de ele ressurgir em Londres, três anos depois. No entanto, este romance sério-cômico eleva radicalmente as apostas – com Sherlock Holmes e Dr. John H. Watson encontrando um competidor (ou competidora) à altura. Uma perseguição emocionante, que vai deixar você sem fôlego.

Após os acontecimentos na Suíça da luta contra Sherlock e Moriati, que pode ser lido em maiores detalhes no livro O ultimo adeus a Sherlock Holmes, vemos como o Investigador sobrevive e como acaba entrando em uma investigação do Japão Kobe55 que tem repercussões com diplomatas mundiais.

Aos olhos de seu fiel companheiro John Watson, acompanhamos uma viagem ao Japão por meio do convite do país para passar umas 'férias', logo após algum tempo da morte de seu melhor amigo Sherlock. Durante a viagem ocorre dois assassinatos e Watson recebe um bilhete lhe pedindo para tomar cuidado pois ele está em perigo.

Como escrito nos originais, vemos a história toda aos olhos de John Watson e o descobrimento, quase que surpreendente, que Sherlock está vivo e em meio a uma investigação capaz de quebrar a economia mundial. Com leitura por vezes densas e com detalhes que assombrar, acompanhamos o desenrolar da história que a cada página mostra mais detalhes e você não consegue parar.

Para quem já leu Arthur C. Doyle deve já estar acostumado a escrita por vezes pausada pela visão do Watson, isso acontece aqui também, pois o autor Vasudev quis manter a mesma aura dos livros originais e isso não foi nenhum ponto negativo. Vemos os mesmos trejeitos e observações do 'Velho' Sherlock em situações que já imaginávamos mas não descobrimos.

Com final surpreendente e com o 'assassino' descoberto nos mesmos moldes de livros policiais, surpreende, mas não excepciona. Ao meu ver o autor peca em levar Sherlock a investigações Mundiais contra Moriaty. Em determinados momentos consegui prever qual movimento iria ser feito pela dupla londrina e isso pode ,para alguns, tirar o brilho dos olhos da descoberta.

Da mesma forma que ocorreu essa pequena falha, o livro ganha em ser uma obra nos mesmos moldes dos originais e isso vai cativar quem já leu Arthur e para aqueles que nunca leram (que acho impossível kkkk - eu sei que tem gente que não leu!) pois lhe leva no mesmo clima de como o Watson vê seu melhor amigo em ação e o comportamento de Sherlock com suas monografias e suas deduções.

Livro imperdível para fãs, entusiastas de Sherlock, admiradores e não-fãs.

"...O Moderno leitor em busca de crime, facilmente entediado com a investigação científica e buscando entretenimento doentio e não refinado, é aconselhado a dar este livro de presente para um conhecido com sensibilidade mais requintada"


Obs.: Prefiro não notificar o livro, pois eu não tenho a capacidade de enumerar de 0 a 10 o quão ele pode ser ruim ou não. Prefiro deixar você descobrir. E se por ventura houver erro de português, não deixa de me avisar, sou humano e vou errar! (Essa observação irá em todas as resenhas)
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