quinta-feira, 10 de março de 2016

REZA A LENDA, Brasil, 2015



REZA A LENDA, Brasil, 2015

Resenha abaixo não contem spoilers do filme.

Filme: IMDBkkk - Loja Recomendada (DVD) - Loja Recomendada (Blu-ray) 

Em uma semana de maratona “cinemalistica” (não consegui bater meu recorde >.<), conferi Reza a Lenda, filme de ação brasileiro, que é bem diferente do que estamos acostumados pelas bandas de cá, que tem muita comédia “mais do mesmo” e dramas violentos. 


Reza a Lenda se propôs ir pro outro caminho e fez bonito, sendo um filme bem feito, diferente, interessante e com uma fotografia fantástica. E ai você me pergunta: mas e a história? Veja bem, o roteiro não é lá muito coeso e maravilhoso, mas também não chega a ser bizarro como eu tenho lido por ai.. Esse Zé povinho chato continua muito preconceituoso com cinema nacional. Em momento nenhum eu vi o filme sendo vendido como o Mad Max brasileiro e se assim fosse, vamos levar em consideração que Mad Max também não tem lá uma história grandiosa né??? Por favor...


No sertão nordestino onde não chove há muito tempo há uma profecia sobre uma santa que faz chover, mas para isso ela precisa estar no lugar certo. O único problema é que a santa está nas mãos de Tenório (Humberto Marins), fazendeiro rico e um tanto quanto violento que resolve seus problemas na bala. Um grupo de motoqueiros liderados por Ara (Cauã Reymond) resolve roubar a santa num ato de desespero pela falta de água na região, porém a santa é grande estima de Tenório, o que gera uma violenta perseguição e essa é uma das histórias de Reza a Lenda. 


A segunda história que acontece em paralelo, e depois acabam se interligando, é da sem graça Laura (Luisa Arraes; e eu não faço ideia quem é seja essa atriz) que se envolve num acidente e é resgatada (sequestrada) pelo bando de Ara, devendo servir como oferenda para o profeta da região, o insano Galego Lorde, usuário de ácido e chá de “sabe-se lá o que”, o mesmo que falou da santa que faz chover. E as duas histórias viram uma e tudo é uma grande perseguição de motos, caminhões, muitos tiros, diálogos de efeito e até um duelo de espadas eu achei tãããão legal!!!


O vilão Tenório interpretado por Humberto Matins é sensacional, cruel e cru, com seus balões de São João (assistam para entender, porque senão vira spoiler) e com sotaque nordestino até que bem feito, super me identifiquei, peeense... Muito bom mesmo! E Sophie Charlotte que interpreta o braço direito de Ara, Severina é um espetáculo a parte, eita menina boa da peste, um show de interpretação!!!! O filme entrega o que promete, ação, boas interpretações, paisagens lindas do sertão, bem diferente dos filmes nacionais que ou tem praia ou tem prédio. Eu gostei, vai ver que sou mesmo do contra, mas eu achei bem legal, sem contar com a trilha sonora que é perfeita, com um hip hop sensacional que combina direitinho quando entra em cena, sendo uma estrela a parte. Abram essas cabecinhas preconceituosas e confiram um bom filme nacional recheado de coisas legais e diferente de tudo que se por ai na nossa cena atual!! Vale a pena mesmo!! Assiiiiiiiiistam de mente aberta e curtam 90 minutos de coisa muito boa!!! ^-^ E depois escutem Tropkillaz, banda que faz parte da trilha, que é simplesmente magnífica!! Por hoje é isso, palmas para o cinema nacional!!! Iupiiiiiiii... :P


Resenha feita por: Amanda Oliveira

Obs.: Prefiro não notificar o livro, pois eu não tenho a capacidade de enumerar de 0 a 10 o quão ele pode ser ruim ou não. Prefiro deixar você descobrir. E se por ventura houver erro de português, não deixa de me avisar, sou humano e vou errar! (Essa observação irá em todas as resenhas)
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