segunda-feira, 4 de abril de 2016

[Resenha] A Cura Invisível - Andrew Smith - Gutemberg - 2016

Resenha abaixo não contem spoilers.


Título Original: Ghost Medicine
Páginas: 288
Informações do Livro: Skoob - GoodReads
Onde Comprar: Compare e Compre - Saraiva - Amazon - Submarino
Outras Resenhas do Autor: Minha Metade Silenciosa / A Lente de Marbury

Andrew Smith nos apresenta mais uma drama juvenil, que nos pega pela alma e pela simplicidade. Frente a outros dramas dele como Minha Metade Silenciosa, ele está mais atrás, mas não deixa de ter seu valor e muito bem representado pelo crescimento pessoal em meio a amizades e intrigas. Se prepare para um livro que uma página lhe deixa nas nuvens, e outra página lhe faz ficar apreensivo pelo que vem a frente.

Ainda muito jovem Troy Stotts viu sua mãe definhar e morrer diante de seus olhos. Inconformado com a perda, Troy mal fala com o pai, mas encontrou um refúgio para curar sua dor no afeto e na camaradagem de seus melhores amigos: Tom Buller, um rapaz audacioso e destemido, filho de um alcoólatra; Gabriel Benavidez, um garoto inocente e bondoso, mas esperto o bastante para saber que seu pai nunca o considerará digno de herdar o rancho da família; e Luz, irmã de Gabriel, uma garota astuta e valente, por quem Troy é apaixonado desde a infância.Tudo o que eles querem é passar as férias de verão aproveitando aquilo que Troy chama de cura fantasma, que é quando o tempo parece parar, e então eles não precisam lidar com o passado nem encarar o futuro. Mas antes que o verão termine, os garotos vão trilhar caminhos fatais e perigosos, e vão cruzar com pessoas que mudarão suas vidas: Rose, uma misteriosa anciã que vive sozinha em terras dominadas por cavalos selvagens; e Chase Rutledge, o filho delinquente e arrogante do xerife.Depois de uma sucessão de eventos terríveis e inesperados, Troy e seus amigos só queriam desaparecer. Mas, em vez disso, eles serão obrigados a enfrentar seus fantasmas interiores e vão descobrir que não há cura alguma que possa impedir ou adiar a morte, a não ser uma cura invisível.

Andrew Smith tem o poder de passear pelos estilos literários, sair impune e ainda deixar sua marca, e com esse livro não deixou nada para trás, ainda mais sendo um drama que retrata a juventude, pelo que ela passa, pelos seus medos, seus anseios e principalmente pela vivência com família bem que é bem retratado nesse livro.

Indo pesquisar algumas informações sobre ele, e acabei descobrindo que esse foi o primeiro livro que ele publicou, e logo depois vieram outros dramas para depois ficções, e mais categoria se ele querer escrever. Logo percebo que os livros que venho lendo dele, vou percebendo um amadurecimento de escrita que todo autor, quando de dedica a escrever como profissão, aparenta isso. 

Não deixarei de comentar que mesmo sendo uma escrita super leve, e com toques que mais a frente veremos em outros livros, o toque de choque (como eu chamo quando tem cenas fortes no livro) não somente deixa de existir mas é um dos primórdios que ele dá em A Minha metade silenciosa e A lente de Marbury, como também Selva de Gafanhotos (que abandonei mas tentarei ler mais uma vez. ).

Por vezes lenta demais a leitura o livro em determinados pontos é mais reflexivo que expressivo e não minto para vocês que ficava esperando por mais embates do Trio Parada Dura com os 2 Malucos com pistolão. Foi bom fazer esse retorno para umas das primeiras obras deles, para poder entender mais o que ele escreve atualmente, mesmo que não seja correlacionado a nada, que seja a estilo literário, ou mesmo a forma de escrita, você consegue notar uma diferença na velocidade de leitura de um livro mais atual dele, para mais antigo. 

Mas livro não decepciona, com final super bem desenvolvido, percebe-se um script literário para manter o leitor sempre querendo ler e não deixarei de indicar ele de forma nenhuma, pois além de ser um livro lindo com cavalos, (quem não ama cavalos?! Alguns... eu sei...) ainda é sobre uma juventude que precisa não somente amadurecer, como também se autoafirmar.



Obs.: Prefiro não notificar o livro, pois eu não tenho a capacidade de enumerar de 0 a 10 o quão ele pode ser ruim ou não. Prefiro deixar você descobrir. E se por ventura houver erro de português, não deixa de me avisar, sou humano e vou errar! (Essa observação irá em todas as resenhas)
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