sexta-feira, 15 de abril de 2016

O Vilarejo - Raphael Montes - Suma - 2015


Resenha abaixo CONTEM pequenos spoilers.

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Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas.
É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome. As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.


Vamos la...

A partir do momento que comecei a ler Dias Perfeitos, já sabia que teria de ler as outras obras do Raphael Montes. Suicidas, já está na minha meta de leitura de 2016.
O vilarejo possui sete contos, cada um diferente do outro, representando sete demônios, logo os setes pecados capitais. Cada conto acaba sendo interligado um ao outro. O vilarejo é um lugar esquecido por Deus, posso assim dizer, pois a vila só possui tristeza, frio, fome e acontecimentos estranhos 

O livro é uma carga de emoções intensas, a personificação dos pecados capitais, não só choca o leitor como também nos fazem refletir no pior das nossas ações.

“— Perceba, Anatole, que nunca inseri o pecado ou o mal nas pessoas. O mal já estava lá. Eu apenas o potencializei.” 

Os moradores do vilarejo são pessoas de caráter duvidosos, que cometem atos cruéis e egoístas em benefício exclusivamente próprio. O livro nos mostra o pior que o ser humano tem e a maldade na sua pior forma. São os pecados capitais, levados ao extremo do egoísmo humano. Os contos são assustadores e mórbidos. Temos morte, sangue, canibalismo e dor, muita dor. Temos um Vilarejo 'sujo', mas que apenas narra sobre o mal que vemos diariamente no nosso cotidiano.

O livro é belo de um certo tom macabro, que transformou todos os contos em uma obra singular. O vilarejo é uma reflexão dos nossos pecados. Vale a pena tirar uma folga no seu dia e ler a obra, pois é extremamente rápida a leitura. Os contos são pequenos e dinâmicos o que é bom pois não deixou o livro ficar cansativo.

A surpresa acontece no final, quando o Raphael nos apresenta a foto da Elfrida a dona dos manuscritos. Isso me deixou imensamente intrigada será que tais acontecimentos no vilarejo aconteceu de fato? Não irei revelar minhas suspeitas pois o leitor tem que ler pra ter aquele sentimento de surpresa que o livro me causou.



Até a próxima... ;)

Resenha feita por: Juliana Santos


Obs.: Prefiro não notificar o livro, pois eu não tenho a capacidade de enumerar de 0 a 10 o quão ele pode ser ruim ou não. Prefiro deixar você descobrir. E se por ventura houver erro de português, não deixa de me avisar, sou humano e vou errar! (Essa observação irá em todas as resenhas)

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Sobre Nós

Sobre Higor e Juliana: Casal geek, cinéfilos, leitores compulsivos. Amantes de um bom seriado e perdidamente apaixonados pelo mundo da literatura.