sábado, 30 de julho de 2016

[Resenha] Menina má - William March - Darkside - 2016

Resenha abaixo não contém spoilers.

Título Original: The Bad Seed
Páginas: 272
Informações do Livro: Skoob - GoodReads
Onde Comprar: Compare e Compre - Saraiva - Amazon - Submarino

Já estou preparado para a montanha de pedras que serão jogadas em mim. Por isso abro logo o bico.

Me junte uma expectativa em nível máximo, a uma capa linda, uma editora fodástica, a uma classificação INTERNACIONAL e nacional de 4.3/5 estrelas. Você cria uma pessoa que fica querendo a todo custo esse livro, na hora que ele chega na sua mão você fura uma fila gigante de livros prioritários e descobre que na verdade para você aquele livro foi somente bom. Nada mais, nada menos. Bom. Em vez se jogar algumas pedras ou palavras vem entender um pouco mais. 

Quando nasce a maldade? Nascemos todos inocentes e somos corrompidos pelo mundo à nossa volta? Ou será a maldade uma espécie de semente que carregamos dentro de nós, capaz de brotar mesmo na mais adorável das crianças? Há 62 anos, um livro de suspense psicológico faria com que milhões de leitores discutissem apaixonadamente essa questão. Que livro era esse? Menina Má, mais um clássico que a DarkSide Books desenterra para os fãs do que há de melhor, e mais sombrio, na literatura mundial. Publicado originalmente em 1954, Menina Má se transformou quase imediatamente em um estrondoso sucesso. Polêmico, violento, assustador eram alguns adjetivos comuns para descrever o último e mais conhecido romance de William March.
Na Introdução eu falei o que porque que eu fui com carga máxima para a leitura de menina má, e isso queira ou não influencia em 60% de toda a preparação inicial para a leitura. Os outros 40%, é que posso dizer, a respeito de estilo literário da pessoa que se disponibiliza a ler aquele tipo obra, um conhecimento básico do que retrata aquela obra, saber se é do gosto ou se chama atenção, e por finalização uma preparação psicológica para ler.

Explicando em minúcias, você ler um livro Orgulho e Preconceito sem saber um background, lhe mostrará com bastante certeza que você não gostará do livro e chegará a odiar o mesmo, porém quando você conhece do que se trata a história de um romance escrito numa época de 1800 e bolinha, você vai com a cabeça de ler uma leitura mais rebuscada, com mais pensamentos que falas e em situações de uma época que para gente é passado, mas na época da escrita era presente.

Esse foi o meu erro. Fui ler Menina má com pensamento de uma obra original atual (não, eu não sabia que era um clássico, com filme, com peças de teatro... e que era uma obra de 1954) e isso me pesou de forma negativa. Não posso desmerecer uma obra que até o Fantástico Ernest Hemingway se declarou um fã e falou "apavorantemente bom". Ir de contra isso seria realmente eu carimbar e mostrar que só leio obras sem nexo, ou qualquer outro nome que possa ser dito para esse tipo de situação.

Mas antes que eu me alongue já que não gosto de resenhas extensas irei dizer o porque dessa obra não ter me cativado, além de não ter ido atrás do background dele para ter uma noção do que eu iria ler. A Menina é uma verdeira FDP e isso você já percebe deste as primeiras páginas, gostei sim do final em aberto, apesar se não ser tão fã disso se não for com livros de continuação, mas o que deixou a desejar é que chega a ser confuso como o autor coloca os pensamentos, atitudes e falas das pessoas em parágrafos seguidos sem um nexo de separação. Por vezes precisei voltar para ler o mesmo local por não saber quem era que estava falando.

Cheguei a pegar numa pagina as visões de 3 pessoas simultâneas naquela situação específica e isso para meu cérebro deu a dar um bug fenomenal que eu tive que voltar o capítulo para tentar entender o que estava acontecendo. (Assumo que era já 1 da matina, fechei o livro e quando voltei a ler no dia seguinte voltei para entender melhor).

Por isso que vemos que quando os 60% da primeira parte são bem feitos é capaz de fazer qualquer leitor ler, isso pode ser até em papel de pão uma lista de um autor RECOMENDADÍSSIMO por um outro autor, ou resenhas maravilhosas de pessoas que leram e etc, etc, etc, vide Sr. Stephen King que estava indicando um livro que foi um dos piores que li na vida. (Não vá por esse caminho... e olhe que respeito sempre as indicações).

Não me desculparei pelas palavras que falei lá em cima, e possa ser que o fato de eu não ter costume de ler livros desse gênero é porque não seja minha praia de leitura, já que sou muito bem servido em fantasias, policiais, biografias, ficções e romances para tirar de ressaca. Uma coisa é certa, não irei parar de ler terror por agora pois ainda lerei mais, porém o livro deixou a desejar pela confusão que o autor me causou em diversos momentos,

Aviso a Darkside: Continue fazendo esse belo trabalho de marketing que continuará me ganhando, porém fiquei mais esperto agora. Saberei procurar o antes do livro antes de ler. Que a edição ficou primorosa, ahhhh 'mona mô' ficou divina!!


Obs.: Prefiro não notificar o livro, pois eu não tenho a capacidade de enumerar de 0 a 10 o quão ele pode ser ruim ou não. Prefiro deixar você descobrir. E se por ventura houver erro de português, não deixa de me avisar, sou humano e vou errar! (Essa observação irá em todas as resenhas)

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2 comentários:

  1. ADOREI!
    Eu ando com a mesma impressão da Darkside! Livros lindos, trabalho de marketing maravilhoso, mas histórias nhé. Me decepcionei com Prince of Thorns e A Noiva Fantasma. Menina Má nem vou ler pois ODEIO finais em aberto. Se me propus a ler uma história só peço que ela tenha um final que feche tudo o que li. Adorei a sua sinceridade, parabéns.
    Bjs

    EntreLinhas Fantásticas - Participe do nosso SORTEIO do DIA DOS PAIS <3 Warcraft + A Princesinha de Vader

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  2. Sempre que eu faço resenhas gosto bastante de sinceridade. Aquele premissa... não quero para os outros o que quero para mim. Obrigado por ter opinado. Finais em aberto de vez em quando valem a pena como foi nesse... mas alguns realmente fazem falta do fechamento... principalmente em livros de terror.

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Sobre Nós

Sobre Higor e Juliana: Casal geek, cinéfilos, leitores compulsivos. Amantes de um bom seriado e perdidamente apaixonados pelo mundo da literatura.