quinta-feira, 30 de março de 2017

[Crítica] A VIGILANTE DO AMANHÃ: GHOST IN THE SHELL (Ghost in The Shell, EUA, 2017)

Titulo: A VIGILANTE DO AMANHÃ: GHOST IN THE SHELL
Direção: Rupert Sanders
Elenco: Scarlett Johansson, Pilou Asbæk, Takeshi Kitano...
Gêneros Ação, Ficção científica


Sinopse:

Num mundo pós 2029, cérebros se fundem facilmente a computadores e a tecnologia está em todos os lugares. Motoko Kusanagi, conhecida como Major, é uma ciborgue com experiência militar que comanda um esquadrão de elite especializado em combater crimes cibernéticos.


Crítica


Então, por onde começar?! Podendo dizer sem vergonha alguma que nunca ouvir falar em Ghost in The Shell? Pois bem, nunca ouvi falar mesmo e olha que não sou das piores em relação a mangá e anime, porque assisti muita coisa além de CDZ e Death Note que são o “hype” aqui no ocidente, mas Ghost in The Shell realmente me pegou desprevenida. Logo, não posso lá comparar as histórias, ficando então no filme live-action que, CACARA MALUCO, que filme é esse?!?!! Noooooooooooossa mãe das ficções... Um salve a Ghost in The Shell por favor!!! Todos glorificando de pé: AMÉM!! Que filme ótimo!!! Surpresa total, bem feito, com efeitos geniais, lembrando todo o tempo um anime, ousando dizer que não houve perda da essência. Ainda impressionada com tudo do filme, porque é simplesmente bem feito demais. Todo em computação gráfica, mas extremamente e lindamente perfeito. VISUAL IMPECÁVEL... Acho que deu para notar minha empolgação né?? Não estou demonstrando nem metade... ^-^



Ghost in The Shell conta a história da Major (Scarlett Johansson) que na verdade é um cérebro humano fundido com uma máquina, um robô, uma casca. Estamos no ano 2029 e a tecnologia evoluiu bastante permitindo aos humanos certos aperfeiçoamentos, como um fígado artificial, um olho que permite visão de raio-x, e a Major é o melhor de todos experimentos, melhor que uma inteligência artificial, que não vai se virar contra os humanos ao evoluir infinitamente, porque sua mente é humana e melhor que uma simples máquina que apenas obedece ordens. Major é um verdadeiro milagre da tecnologia. Obviamente, claramente que nem todos a enxergam assim, tendo-a apenas como uma arma potente. Major trabalha no Setor 9, combatendo crimes diversos e tendo como parceiros, humanos e híbridos (humano + maquina). Além de combater o crime, Major também está na busca de sua identidade, afinal existe um cérebro ali com um passado, mas que passado?? Até onde se pode acreditar nos seus criadores?? O que é real e o que é fantasia?? Até onde a tecnologia pode chegar?? São questionamentos presentes no filme, que à primeira vista pode ter um roteiro simples, mas faz você pensar naquela boa e velha, e jamais fora de moda, pergunta: quem sou eu?!




O filme é brilhantemente executado, visualmente perfeito, com atores de todas as nacionalidades, inclusive misturando inglês e japonês (o que me deixou bem satisfeita). Admito que questionei a presença de Scarlett Johansson como protagonista, mas deixo o diretor do anime original, Mamoru Oshii, responder: “A Major tem um nome japonês, mas ela é uma ‘ciborgue’, fato de que todo o corpo de Motoko é sintético, com exceção do cérebro. A idade e passado dela são desconhecidos, assim como sua nacionalidade. No Japão, os personagens do mangá e anime são 'desnacionalizados', então não tenho nada contra Scarlett interpretando a Major”. Paaaaaaaaah, na minha cara e na de muita que ainda hoje reclama. Humildemente concordo e tiro meu chapéu (embora não use), porque Johansson faz uma ciborgue perfeita, sem expressão, sem emoção, me lembrando o Neo de Matrix (que foi inspirado em Ghost in The Shell, essa eu também não sabia). Muitas cenas do filme, inclusive me lembraram Matrix, parecendo que eu estava vendo um Matrix potencializado em seus efeitos visuais. Ghost in The Shell é lindo e perfeito e maravilhoso, compensando minha eterna carência por filmes de ficção bons, e já deixando um gosto de quero mais... Por favor façam uma sequência, LOGO!! Mas enquanto uma sequência não chega me resta mesmo ver o anime!! Portanto fica aqui a recomendação: ASSISTAAAAAAAAAAAAAAM, corram, vão aos cinemas, vale cada real suado que vai gastar. EXCEPCIONAL DE ESPETACULAR!!!! E ainda assim não é metade da minha empolgação ao sair da exibição... Só assistam!!!




P.S.: Nesse mundo todo futurista e tecnológico, com fusão humano/maquina, a maior mentira do filme é: convidar uma estranha a entrar em casa para tomar um chá... Fala sério!!! Você

convidaria uma pessoa que está passando pela sua porta a adentrar na sua casa??? Veja bem, produção, veja bem...
Share:

0 comentários:

Postar um comentário

Sobre Nós

Sobre Higor e Juliana: Casal geek, cinéfilos, leitores compulsivos. Amantes de um bom seriado e perdidamente apaixonados pelo mundo da literatura.