terça-feira, 8 de agosto de 2017

Crítica | Malasartes e o duelo com a Morte

Malasartes e o duelo com a Morte 

Direção: Paulo Morelli
Roteiro: Paulo Morelli
Elenco: Jesuíta Barbosa, Ísis Valverde, Leandro Hassun, Milhem Cortaz, Júlio Andrade...

Sinopse

Pedro Malasartes (Jesuíta Barbosa) é um malandro que, por mais que seja apaixonado por Áurea (Ísis Valverde), não resiste a um rabo de saia. Devendo muito dinheiro a Próspero (Milhem Cortaz), irmão de sua amada, Malasartes precisa escapar dele ao mesmo tempo em que prega peças, sempre usando a inteligência, de forma a conseguir alguns trocados. Só que seu padrinho, a Morte (Julio Andrade) em pessoa, tem outros planos para ele.





Desde o primeiro trailer e vídeos promocionais, que me interessei pelo filme. 

Pedro Malasarte , com seu jeito malandro e meio João Grilo de ser (isso mesmo o personagem lembra muito João Grilo do Auto da Compadecida) é um sujeito esperto que enrola Deus, o diabo e o mundo. Malasartes é o tipico sujeito pobre que luta (mesmo engabelando os demais) para ganhar a vida, é claro que o cabra tem um bom coração.

O filme é um refilmagem do clássico As Aventuras de Pedro Malazartes que foi interpretado pelo querido Mazzaropi. A nova versão do filme não deixou desejar e com certeza cativou o espectador. Então nessa nova versão temos o Malasartes, aplicando golpes nos mais ingênuos para ganhar a vida e isso atraí muita confusão pelo seu caminho. Atraindo até a Morte que é padrinho do rapaz. Ele aguarda ansiosamente o seu aniversário de 21 anos, pois seu padrinho tão famoso iria aparecer. Segundo sua mãe, o seu padrinho é um homem importante. Mal sabe que é afilhado da Morte e que esta quer à todo custo transferir suas obrigações para outra pessoa.

O filme foi escrito e dirigido por Paulo Morelli, que nos entrega uma história divertida (claro que com alguns furos) cheio de personagens bem construído. A história é bem construída. E não podemos deixar de mencionar a direção artística do filme, que soube aproveitar tanto o cenário caipira, quanto o cenário do submundo.

A representação das Parcas, que nas mitologias grega e romana são responsáveis pelo “fio da vida” e no filme ganharam aspectos de Rendeiras do nordeste valeram super a pena.
O elenco do filme está de parabéns, mostrando carisma de personagens que são secundários a trama e não podemos esquecer de mencionar o Zé Candinho que sem dúvida foi o melhor personagem tirando o próprio Malasartes.

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