terça-feira, 24 de outubro de 2017

[Crítica] Dona Flor e seus dois maridos

Dona Flor e seus dois maridos

Elenco: Juliana Paes, Leandro Hassum, Marcelo Farias...
Direção: Pedro Vasconcelos

Sinopse:

Nova adaptação do clássico homônimo de autoria de Jorge Amado. Dona Flor (Juliana Paes) é uma professora de culinária de Salvador que se vê dividida entre o amor de dois homens: o malandro Vadinho (Marcelo Faria) e o correto farmacêutico Dr. Teodoro (Leandro Hassum).

No início da década de 1940, Dona Flor, sedutora professora de culinária em Salvador é casada com Vadinho, que só quer saber de farras e jogatina nas boates da cidade. A vida de abusos e noites em claro acaba por acarretar sua morte precoce, deixando Dona Flor viúva. Logo ela se casa de novo, com o recatado e pacífico farmacêutico da cidade, Dr. Teodoro. As saudades do antigo marido que, apesar dos defeitos era um ótimo amante, acabam fazendo com que ele retorne em espírito, visto somente pela viúva. Isso deixa a deixa em dúvida sobre o que fazer com os dois maridos que passam a dividir o seu leito.

                                                

Enfim chega aos cinemas brasileiro, uma das obras mais queridas de Jorge Amado. Dona Flor e seus dois maridos, ganha uma nova roupagem trazendo nuances que não tinham sido abordadas até então.

O longa, nos conta a história da jovem viúva Flor, que perde seu querido e descarado marido Vadinho. Eles tiveram um casamento conturbado e ao mesmo tempo cheio de paixão, mas nem por isso podemos afirmar que eles foram um casal feliz. 

Após seu período de luto, Flor se casa novamente com o farmacêutico Teodoro, que por sua vez era o  oposto do seu falecido marido. Teodoro, amava Flor e a respeitava. Até demais.
Mas nem todo esse respeito e calmaria em seu segundo casamento, deixava Flor tranquila. Ela ansiava por mais e mesmo depois de casada com outro homem ela não esquecia o falecido Vadinho e suas vadiações. 

De tanta saudades que sentia, Flor acaba por atraindo seu falecido marido para o mundo dos vivos, e matando todo seu desejo e fogo por ele. 

Pedro Vasconcelos, trouxe uma nova vertente para esse romance, ele destacou a violência domestica (mesmo que por breves momentos), pois Vadinho para sustentar seu vicio de jogo e álcool, acabava por maltratar sua esposa. 

Diferente das outras versões de dona Flor, o diretor quis mostrar mais da violência vivida por Flor.  

Sendo crítica a história no geral, Jorge Amado nos mostra que nem sempre o bom é o melhor, e isso é claro quando Flor em seu segundo casamento não consegue se sentir realizada com o sexo frio com o dr. Teodoro. 



Flor é uma mulher completamente passional, e por ser tão carente de sexo ela acaba trazendo Vadinho de volta a vida, para matar todo seu desejo. Mesmo ele não tendo sido um marido exemplar. E infelizmente essa é uma realidade que acontece até nos dias de hoje.

A fotografia do filme esta muito boa e a trilha sonora nem se fala. Como fã da obra, eu gostei bastante dessa versão de 2017. 

As únicas coisas que incomodaram bastante, foi o sotaque forçado da atriz Juliana Paes e a representação do candomblé, que por sua vez foi mostrado um estereotipo da religião na visão de uma pessoa leiga, sem nenhum tipo de conhecimento da cultura religiosa.

No mais, o filme é muito bom e a atuação do triangulo amoro é bem divertida e envolvente. 
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