quarta-feira, 22 de novembro de 2017

[Crítica] Liga da Justiça - Justice League

Finalmente chega aos cinemas o aguardado filme da Liga da Justiça, trazendo o mais icônico grupo de super-heróis dos quadrinhos - me desculpem Vingadores - finalmente reunido em tela. O sucesso de Mulher Maravilha e, para alguns, a presença de Joss Whedon, deram um novo vigor nas expectativas para o longa. A pergunta que retumbava entre os temerosos e os esperançosos era: será que o filme da Liga irá acertar e trazer um saldo positivo para o universo DC nos cinemas?
Se você precisa de uma resposta rápida, pouparei seu tempo. Liga da Justiça, mesmo que ainda com tropeços, repara as principais críticas a DC, é divertido, funciona e vai agradar maior parte do público. Pode comprar seu ingresso e assistir ao filme sem esse peso no coração.
Após os eventos de Batman vs Superman: A Origem da Justiça, que resultam com a morte do escoteiro azulado interpretado por Henry Cavil, a terra se vê em um momento de descrença e temor. A esperança parece ter deixado o mundo junto com o portador simbolo da casa de El e último filho de Kripton. 
Em meio a esse clima medo e angústia, surge um inimigo que parece se aproveitar dele e da falta de defensores na terra capaz de lidar com seus poderes além da imaginação. Seu plano é reunir as Caixas Maternas deixadas para trás em sua última tentativa de invasão para destruir o planeta. Cabe ao Batman, inspirado pelo ideal do Homem de Aço, reunir um grupo de meta-humanos para, quem sabe, evitar destruição da terra. E talvez, até mesmo eles precisem de ajuda de alguém mais forte, para deter o Lobo das Estepes.
Liga da Justiça nos é entregue como um bom filme de ação, e seu principal objetivo é atingido ao entreter o público com seus combates, sequências eletrizantes - embora boa parte já mostrada nos trailer - e muito bom humor. Contudo o filme tinha potencial para ser mais, e principalmente no último terço do filme. Apesar disso, não se engane, é muito mais provável que saia do filme querendo mais daqueles personagens - uns mais do que outros - do que simplesmente reclamando.
O roteiro do filme é bem simples e linear - o que não é novidade entre os filmes de super-heróis, seja Marvel ou DC - mas se mantém interessante durante todo o desenvolvimento. É claro, existem deslises e decisões questionáveis, mas esses acabam sobrepostos pelos acertos e pela diversão proporcionada pela superprodução. O vilão, o ritmo da etapa final e CGI talvez sejam os pontos que mais causem incomodo, mas é bom lembrar esses problemas existem também na concorrência tida como referência.  
O encontro do trabalho de Zack Snyder e Joss Whedon encontrou um ponto de equilíbrio (embora a balança penda mais pro Whedon). O filme abandona - mas não totalmente - o sombrio e tenta trazer leveza pra todos os personagens, inclusive pro Batman. Isso funciona melhor pra os personagens que entram nesse universo agora, mas pra quem mostrou outra coisa antes da aquela travada na descida (principalmente o indeciso Batman, ora sério ora muito jocoso). Porém no fim funciona e você anseia por mais dos personagens.
Por falar nos personagens, é possível dizer de forma rápida que o entrosamento entre eles, mesmo com a construção rápida, parece natural e é legal de ver em tela. A introdução dos novos personagens é feita de maneira fluida, sem perder tempo com arcos próprios, embora apresente ganchos e elementos para cada um deles. Ezra MillerJason Momoa e Ray Fisher, estão muito a vontade nos papeis de Flash, Aquaman e Ciborgue, conquistam o público facilmente e marcam o seu espaço, embora o Atlante seja o menos aproveitado entre eles. O Batman de Ben Affleck segue um herói duro, desgastado, mas agora tocado pelo simbolo e exemplo do Superman, também da princesa Amazona. A Mulher Maravilha da Gal Gadot é o elo forte da equipe e mais uma vez ganha um destaque especial merecido. O Superman de Henry Cavil segue sua jornada para ser o simbolo que é nos quadrinhos e se afastar da imagem de insensibilidade deixada por Men of Steel.
Apesar do já comentado CGI por vezes incomodo, a plástica visual do filme é bem construída  e bonita de se ver. A trilha de Danny Elfman é assertiva e totalmente completar a obra, indo além do uso de músicas famosas para compor um grande clipe de ação e fixando a marca sonora característica de seus personagens.
A soma dos pontos a meu ver é um resultado positivo e mostra que o Universo DC nos cinemas ainda tem muita coisa boa para mostrar. Como fã digo fiquei animado para ver como será o universo que vem por aí depois desse novo sopro de esperança. Vale a pena conferir e garantir algumas horas de entretenimento!
Share:

0 comentários:

Postar um comentário

Sobre Nós

Sobre Higor e Juliana: Casal geek, cinéfilos, leitores compulsivos. Amantes de um bom seriado e perdidamente apaixonados pelo mundo da literatura.